Em meio à pressão de setores da área
social, o governo decidiu manter os recursos para os principais
programas do Ministério da Educação. Ao anunciar um aumento neste ano de
9,42% no número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o
ministro Mendonça Filho informou que não haverá cortes no dinheiro para
fazer, em novembro, as provas que servem como vestibular nas
universidades federais.
“Temos as condições orçamentárias e
financeiras já garantidas para que sejam preservados o Enem e todos os
demais programas, como o Fies, o ProUni e o Pronatec”, afirmou.
Dados do MEC mostram que 9.276.328
candidatos se inscreveram para fazer as provas do Enem, que serão
aplicadas nos dias 5 e 6 de novembro. No primeiro dia, os inscritos vão
fazer os exames de ciências da natureza e ciências humanas e, no
segundo, matemática, linguagens e redação. A inscrição custou R$ 68 e o
pagamento deverá ser efetuado até amanhã, às 21h59.
O número de candidatos é o segundo maior
desde 2011, ficando atrás apenas da edição de 2014, quando foram
registrados 9,4 milhões de inscritos. No ano passado, o exame recebeu
8,4 milhões de inscrições.
As mulheres mantêm a dianteira no número
de participantes do exame, com 57,37% das inscrições. Líder entre os
Estados, São Paulo apresentou 1,5 milhão de candidatos, seguido de Minas
Gerais (1 milhão), Bahia (703 mil), Rio (606 mil), Ceará (537 mil),
Pará (471 mil) e Pernambuco (469 mil). Ao todo, 53% dos concorrentes
pediram isenção de pagamento, argumentando falta de condições
financeiras.
O ministro avalia formas de evitar
aumento de preços na realização do Enem, que custou, em 2015, R$ 405
milhões. Uma das medidas tomadas neste sentido foi a suspensão da
transferência do controle do Enem para uma organização terceirizada, que
poderia causar impacto no orçamento. A proposta de terceirizar o
comando do exame foi estudada na gestão de Aloizio Mercadante, que
deixou a pasta após o afastamento da presidente Dilma Rousseff.
Vagas. Mendonça Filho informou ontem que
o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento
Estudantil (Fies) abrirão vagas a partir de junho. Após uma análise dos
recursos do ministério, a equipe técnica avaliou que há condições de
manter a ampliação de vagas dos programas. Anteriormente, o ministro
previa novas inscrições só no fim do ano.
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