“Cante sua gente, suas coisas, seu povo, porque sua obra será representativa. Não grave pensando só no dinheiro que você vai ganhar, mas pelo trabalho que você vai prestar a seu povo”.
O trecho acima foi dito pelo mestre Luiz Gonzaga a Alcymar Monteiro. Seguidor de Gonzagão, e a quem sempre respeitou, Alcymar é natural de Aurora, Ceará. O mais novo cidadão petrolinense e Rei do Forró, como também é conhecido, chegou sereno e impecável vestido em um terno branco; outra marca registrada. É a identidade dele. Sua música transcende o tempo e acompanha gerações.
Luciano Peixinho, gerente de Programação da TV Grande Rio e família
Hosterninho do Acordeon e seu filho
Ao som do Hino de Petrolina, acompanhado por vaqueiros e aplaudido de pé. Foi assim que Alcymar Monteiro chegou no Plenário da Câmara Municipal de Petrolina, onde na noite desta quarta-feira (4), recebeu em Sessão Solene o Título de Cidadão Petrolinense e Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malan. O projeto foi de autoria do Vereador Manoel Antônio Coelho Neto (Manoel da Acosap) e aprovado por unanimidade na Casa Plínio Amorim.
Em entrevista, Manoel da Acosap fala da motivação e importância em conceder o título ao cantor.
“O que motiva é a forma de Alcymar preservar a cultura do sertão, cantar a vida do vaqueiro, do catingueiro, do homem que mora na roça. Alcymar ele tem as raízes do sertão, é um cearense que é focado em Pernambuco, que ama e defende Petrolina. Ele tem esse brilho e origem própria de nordestino. Ele será um novo cidadão petrolinense com muito mérito”, destaca Manoel.
Durante a cerimônia, os sanfoneiros Flávio Baião e Hosterninho do Acordeon animaram os presentes com o autêntico forró, uma das marcas registradas nas composições do homenageado da noite. Os vaqueiros da região também compareceram para a entrega do Título e prestaram homenagem ao artista com um aboio.
Alcymar agradeceu a honraria e destacou a importância de Petrolina em sua vida, bem como do nordeste.
“Petrolina pra mim é um exemplo para o Brasil e para o nordeste. Eu sonho com o dia que o nordeste se torne uma grande Petrolina: irrigado, sem fome, sem miséria. Porque eu conheço o povo do nordeste, porque sou um deles. No setor musical e cultural, o nordeste, sem menosprezar outras regiões, é o maior celeiro do Brasil. Nós só somos respeitados culturalmente, porque nós abraçamos nossa cultura, abraçamos o que somos. E o resultado de tudo isso, fundido tudo, se resume hoje. Eu sou muito grato a todos vocês que me deram essa honra. Eu já nasci Petrolinense, de branco, cantando e falando as coisas do nordeste. Quero agradecer também a Deus por minha saúde e minha voz e a todos que contribuíram para o meu progresso musical”, disse.
Sempre preocupado em retratar o nordeste, o último trabalho do artista, "Forrofagia", traz uma homenagem ao Rio São Francisco “Velho Chico”.
(Grande Rio FM)
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