Afrânio: Atual gestão diz que ex-prefeita mantinha “cadastro político-eleitoral” para marcação de consultas e exames


O prefeito de Afrânio (PE), no Sertão do São Francisco, Rafael Cavalcanti (PMDB), denunciou mais um episódio da “herança maldita” deixada pela ex-prefeita Lúcia Mariano (PTB). Segundo a assessoria do novo gestor, trata-se de um cadastro municipal desnecessário, uma vez que já existem o Serviço Único de Saúde (SUS) e o SUAS (Sistema Único de Assistência Social), que geram seus respectivos cartões de acesso aos serviços públicos gratuitos nas áreas de saúde e assistência social, incluindo o Bolsa Família.
As pastas, chamadas de “cadastro de família carente”, geram um número de controle e contam com todos os documentos pessoais dos cidadãos afranienses. Fato curioso é que, entre os documentos, conforme informou a assessoria do novo prefeito, existem várias cópias do Título Eleitoral, com local de votação destacado.
Segundo algumas pessoas que precisam dos serviços, quando havia necessidade de encaminhamento para consulta especializada ou marcação de exames, havia a orientação de se dirigir até a sala dos cadastros para uma triagem e a resposta variava de acordo com a opção política do cidadão”, informou a assessoria, em nota.
“Esta forma de conduzir os trabalhos criou em Afrânio a cultura de que, quem não era eleitor de Adalberto e sua esposa, não tinha o direito de ter acesso aos serviços essenciais de saúde e assistência social, que são garantidos por repasses do Governo Federal”, declarou Rafael. Sobre o assunto, o Blog não conseguiu contato com a ex-prefeita Lúcia Mariano, mas o espaço do Blog está reservado para esclarecimentos. 

(Fotos/divulgação/Blog Carlos Britto)

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